quinta-feira, 27 de agosto de 2020

 

10 PARTICULARIDADES SOBRE DOM PEDRO II, O ÚLTIMO IMPERADOR DO BRASIL

O nosso segundo monarca governou por quase 50 anos, tendo uma vida cheia de fatos instigantes

Dom Pedro II de Bragança e Bourbon foi o último imperador brasileiro, conhecido internacionalmente por seu epíteto “o Magnânimo”. Governou o país de 1840 a 1889, e seu reinado foi marcado pela expansão diplomática brasileira no mundo, pela fundamentação de instituições de governo, pelo adiamento da abolição em favor dos latifundiários escravistas e pela expansão territorial através de tratados e guerras.

Famoso por ter sido uma espécie de monarca-civil, lançou mão de roupagens e hábitos que o aproximavam a Europa Vitoriana em detrimento do tradicionalismo aristocrático e suas roupas coloridas e pouco práticas.

Conheça 10 fatos sobre o Imperador Pedro II.

1. Ele foi o primeiro e o último imperador nascido no Brasil: nasceu às 2h30 do dia 2 de dezembro de 1825, no Rio de Janeiro. Em seu primeiro dia, media 58 centímetros.


2. Seu nome completo era Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Miguel Gabriel Rafael Gonzaga. Um pouco menor que o nome do seu pai, Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

3. Com apenas um ano, se tornou órfão de mãe, passando a ser cuidado pela ama suíça Marianna Carlota de Verna Magalhães (chamada de Dadama pelo príncipe), que foi sua ama de leite.

4. Pedro II foi o regente que governou por mais tempo o Brasil, sendo um total de 49 anos. Depois dele, estaria Getúlio Vargas, com 18 anos.


5. O pai de Pedro, homônimo, fugiu do Brasil quando ele tinha apenas cinco anos de idade, deixando-o com tutores e com por Bráulio Muniz, Costa Carvalho e Francisco de Lima e Silva no governo. Aos 15 anos, se tornou Imperador através de um golpe institucional.

6. Sua maioridade foi completamente conturbada pela política. Aos 14 anos, num Brasil em meio a uma série de revoltas, a antecipação de sua posse foi negada pelo Senado.

7. As pedras preciosas da Coroa de Pedro II vieram da Coroa de seu pai. O ornamento pesava 1,7 kg, em ouro, com 639 brilhantes e 77 pérolas.


8. Como o monarca precisava se casar logo, foi encontrada uma princesa de Nápoles, Teresa Cristina, por quem Pedro ficou apaixonado, antes mesmo de conhecê-la. Os dois casaram-se por procuração e Teresa embarcou num navio para o Brasil, que chegou em 1843.

Animado, o rei quebrou os protocolos e subiu no navio para ver a moça. Diferente do que o imperador imaginava, apenas indagou “até amanhã” e foi embora.

9. O casal teve quatro filhos. Afonso, Isabel, Leopoldina e Pedro, todos com nomes longos. Não se conhece filhos bastardos de Pedro II, mas a Condessa de Barral foi uma de suas amantes.


10. Durante seu governo, Pedro II fez diversas viagens pelo mundo, por pura curiosidade, o que fragilizou um pouco sua imagem. Jornais na época em que ele viajou ao Oriente Médio, em 1876, o diagnosticaram com a “doença da mala”.


Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/

O Imperador Magnânimo, Pedro II governou por quase 51 anos o Império das Américas

 

DAS GESTAÇÕES COMPLICADAS AO PAPEL NA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA: 8 CURIOSIDADES SOBRE A PRINCESA ISABEL

Dividindo opiniões nos dias atuais, a herdeira de Dom Pedro II era extremamente culta e marcou a história do Brasil

No dia 14 de novembro de 1921, em uma comuna francesa na região da Normandia, morria a Princesa Isabel. Confira abaixo alguns fatos que marcaram sua trajetória.

1. Isabel foi herdeira do trono aos 11 meses

Após a morte de D. Afonso Pedro, aos 2 anos de idade, a Princesa Isabel se tornou herdeira presuntiva do trono brasileiro com apenas 11 meses. Esse título é dado quando não há nenhum outro herdeiro preferível.

Posteriormente, ela foi tirada de sucessão por D. Pedro Afonso, que também morreu na infância. Assim, o título retornou a ela.

2. Casou-se aos 18 anos de idade.

Seu casamento com o nobre francês Gastão de Orleãs, o Conde d’Eu, foi totalmente arranjado pelo pai. Em suas palavras, Isabel dizia ter começado a “sentir um terno amor” por ele. O casal ficou noivo em 18 de setembro de 1864, e tiveram três filhos: Pedro de Alcântara, Luís e Antônio.

3. Teve complicações na gestação

Isabel teve seu primeiro filho apenas dez anos depois do casamento. O parto durou cerca de 50 horas, e a criança faleceu no útero da mãe. Para retirá-la, os médicos precisaram quebrar alguns ossos do bebê.

Sem conseguir engravidar novamente, Isabel viajou para Caxambu, Minas Gerais, para se banhar nas águas termais da cidade. Lá, prometeu erguer um santuário caso concebesse criança que tanto queria. Com o nascimento de Pedro de Alcântara, ela mandou erigir na cidade a Igreja de Santa Isabel de Hungria.

4. Foi a primeira senadora do Brasil

Em 1871, aos 25 anos, Isabel foi nomeada senadora por direito, sendo a primeira mulher eleita para o cargo. Também foi a primeira mulher a ser Chefe de Estado em todo o continente Americano.

5. Isabel regeu o Brasil por 3 vezes.

Quando D. Pedro II se ausentava do país, deixava as funções de chefe de Estado nas mãos da filha. Na primeira ocasião, em 1871, ela sancionou a Lei do Ventre Livre junto ao Visconde do Rio Branco. Já na terceira, ocorrida entre 1887 e 1888, a princesa aderiu abertamente à causa abolicionista, se envolvendo com figuras como Joaquim Nabuco. Em 13 de maio de 1888, ela assinou a Lei Áurea, que aboliria a escravidão, ficando conhecida como “A Redentora”.

6. Sua mediação na abolição da escravatura é fruto de controvérsias

Embora a princesa tenha sido exaltada por abolir a escravidão, historiadores discordam desse crédito dado a ela. Acontece que o sistema escravista já estava ruindo aos poucos, devido a várias frentes que estavam pressionando esse sistema, como os quilombos, os abolicionistas e as cartas de alforria, em um longo processo de luta.

Portanto, acreditar que a alforria dos escravizados foi apenas fruto de sua benevolência é simplificar a História.

7. Faleceu e foi enterrada na França

Em 15 de novembro de 1889 a República foi proclamada, exilando a família Imperial do país. Isabel foi para a França, vivendo grande parte do seu exílio nos arredores de Paris, no castelo d’Eu. Isabel faleceu no dia 14 de novembro de 1921, e caso a Monarquia não tivesse caído, ela teria governado por 30 anos como Sua Majestade Imperial, Isabel I, Imperatriz Constitucional e Defensora Perpétua do Brasil.

8. Teve o corpo enviado ao Brasil

Em 1971, os restos mortais de Isabel foram trasladados para o Brasil, em seu descanso final. Hoje, ela está sepultada na catedral de São Pedro de Alcântara, na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Lá também estão seu esposo, o Conde d’Eu ,e seus pais, D. Pedro II e Teresa Cristina.

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/

Pintura oficial da Princesa Isabel

Com o término eminente da novela que passa na TV Globo, às 18h, "Novo Mundo", achei oportuno mostrar um pouco da nossa história do Brasil.

TRAIÇÕES, ABUSOS E AGRESSÕES: O CASAMENTO CONTURBADO ENTRE D. PEDRO I E LEOPOLDINA

Sempre carinhoso com seus filhos, o monarca do Brasil Império era muito mais feroz com sua esposa, que sofria física e psicologicamente

Em épocas de aristocracia, o casamento nada mais é do que um acordo entre duas partes interessadas num mesmo fim. Assim foi o matrimônio entre D. Pedro I e Maria Leopoldina, em abril de 1817.

As negociações tiveram início no Congresso de Viena e o acordo entre os jovens representava tanto Portugal, quanto a Áustria. De um lado, a jovem demonstrava estar apaixonada pelo príncipe. Do outro, D. Pedro I, então com 19 anos, não estava tão interessado em ser fiel.

Os casos do príncipe português, inclusive, eram bastante conhecidos. Assim, mesmo casado, o jovem continuava se encontrando com outras mulheres que não Leopoldina, ainda que elas também fossem comprometidas.

Não demorou muito para que a dama austríaca percebesse a infidelidade de seu companheiro, até porque o príncipe não era lá muito discreto. Ela não esperava, entretanto, que um dos casos se tornasse algo muito maior.

Em determinado momento da relação, Dom Pedro I passou a se encontrar com Domitila de Castro, moça que, mais tarde, se tornaria a Marquesa de Santos. O novo caso foi o fim para Leopoldina, que se sentiu mais que traída: ela fora humilhada.

O pior ainda estava por vir. Com sua influência e posto na corte, D. Pedro I pouco se importou coma opinião de sua esposa e obrigou Leopoldina a conviver com Domitila e sua filha bastarda. Mesmo sofrendo, a Imperatriz Consorte tinha de se apresentar publicamente ao lado da amante de seu marido.

Claro, houve momentos em que ela pensou em abandonar o Brasil. Todavia, sempre que Leopoldina entrava em confronto com D. Pedro I, o nobre mostrava sua verdadeira face: cruel, voraz e impiedosa.

Maria da Glória, uma das filhas de Leopoldina, chegou a testemunhar um dos acessos de raiva do pai. Segundo narrou Isabel Stilwell, autora da biografia sobre a menina, em entrevista à ISTOÉ, a pequena princesa cresceu em uma casa conturbada pelo temperamento de D. Pedro I.

Certa vez, quando Maria tinha 7 anos, ela escutou uma verdadeira sessão de espancamento, enquanto o pai dava pontapés e empurrões em Leopoldina, que estava grávida do oitavo filho. Ela ouviu gritos e louças se quebrando.

Quando entrou no quarto, encontrou Domitília implorando que D. Pedro I acabasse com as agressões. Nem mesmo a amante conseguiu contê-lo no dia. “Quando entrei no quarto, a senhora Leopoldina estava atirada no chão, e a infanta Maria agarrada à mãe, num pranto sem fim”, narrou Maria Francisca de Portugal e Castro, dama de companhia da imperatriz, em uma carta.

Em dezembro de 1826, Leopoldina sofreu um aborto espontâneo. A partir do episódio, sua saúde piorou consideravelmente. No dia 11 do mesmo mês, os quadros de hemorragias, febre e delírios levou ao falecimento da Imperatriz Consorte. Após a morte de sua esposa, Dom Pedro I terminou definitivamente sua relação com Domitília e, em agosto de 1829, se casou novamente, dessa vez com a princesa Amélia.

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/


Pintura de Dom Pedro I, de Portugal, e Leopoldina, da Áustria

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